Sistemas de controle na prática

Eu sempre fui do tipo que só acredita na coisas quando eu as vejo. E na engenharia, principalmente na engenharia de controle, é preciso ter muito cuidado. A teoria, como se lê nos livros, é bonita de ser vista e de ser entendida, onde para tudo há soluções factíveis e de fácil implementação. Com o advento da informática/computação, muitas ferramentas para matemática computacional surgiram para nos possibilitar estudar e investigar, dentre outras coisas, os sistemas de controle.

Dentre estas ferramentas, a mais comum, mais difundida e mais viável é o MATLAB®. O MATLAB® dispõe de recursos suficientemente poderosos para a manipulação de informações adquiridas por interfaces de comunicação que, por sua vez, estão em contato com nosso hardware externo.

Mas será que na prática toda a teoria que estudamos na graduação/pós-graduação (e, portanto, nos livros) funciona? Será que os métodos de fato nos levam a projetar sistemas de controle que efetivamente irão tomar conta de nosso processo?

Bem, como disse, é preciso ter muita calma nessa hora. É preciso paciência, critério e, principalmente, um bom conhecimento da velha e boa teoria, aquela que lemos nos livros e que aprendemos nas aulas da graduação. Entretanto, isso não é garantia de que seu sistema de controle irá funcionar, ou responder adequadamente. O  seu conhecimento teórico irá contribuir sim para facilitar a sua vida enquanto você estiver “quebrando a cabeça” para inferir corretamente o seu sistema de controle ou para evitar que possíveis erros conceituais ocorram.

Um exemplo simples é o controlador clássico Proporcional-Integral-Derivativo (PID). Há basicamente dois métodos de sintonia de controladores PID. Tanto um quanto o outro foram propostos por Ziegler e Nichols (daí o nome “Métodos de Ziegler-Nichols”) em meados dos anos 1940. A metodologia de sintonia tanto o primeiro quanto o segundo foram determinadas com base no que se pretendia como resposta ideal para os processos industriais daquela época. Portanto, os métodos de Ziegler-Nichols foram, de certa forma ,  postulados de forma empírica. Vale ressaltar que isso de modo algum tira o mérito do método. Ao contrário, os “Ziegler-Nichols” mostram-se muito úteis como um chute “inicial” para a inferência de um controlador PID.

Neste post pretendo compartilhar minhas experiências com controladores em bancada com vocês. Peço paciência pois estamos, neste instante, terminandi uma série de testes no nosso HEV (Hybrid Electric Vehicle) com vários tipos de controladores que vão desde clássicos, passando por controladores baseados em inteligência artificial, até os controladores ditos robustos.

 

Sobre Eng. Rafael Coronel Bueno Sampaio, PhD.

Projeto & Pesquisa de Sistemas Mecatrônicos e Robótica Móvel
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2 respostas para Sistemas de controle na prática

  1. galeraanimal disse:

    ooii tudo bem??/ entre no meu blog galera animal

  2. Marlon Paiva disse:

    Sempre tive dificuldade de visualizar, na prática, as teorias de controle e, também não conheço profissionais que consigam assimilar e aplicar efetivamente as teorias. Eu ainda quero chegar ao ponto de compreender plenamente estes conhecimentos e técnicas de controle. Talvez eu faça um mestrado.

    Acompanharei seus artigos.

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