Os simuladores ganham um formato

Os Treinadores de Link receberam instrumentos como equipamento padrão.O treinamento de vôo às cegas começou no início dos anos 30 e quando a importância desse tipo de treinamento foi totalmente comprovada, notada pela US Army Air Corp, quando tinham a incumbência de transportar correspondência, as vendas dos Treinadores de Link cresceu. O novo Treinador de Link podia girar de 360 graus, o que permitiu a instalação de um compasso magnético, enquanto os vários instrumentos eram operados mecânica ou pneumaticamente.

A altitude, por exemplo, era representada pela pressão do ar em um tanque diretamente conectado ao altímetro. Interação pedal/aleirom foi adicionada nos treinadores mais avançados. O Treinador de Link era então uma forma simples de um computador analógico. Mas a reprodução da dinâmica de vôo ainda era desenvolvida de maneira empírica.

Uma melhoria posterior na utilidade desses treinadores foi atingida com a adição de um traçador de curso, possibilitando ao instrutor monitorar o vôo simulado de um estudante.

O Treinador de Link foi um grande sucesso durante os anos 30. Ele foi produzido em várias versões e vendido para diversos países, entre eles Japão, URSS, França e Alemanha. Em 1937 foi entregue o primeiro Treinador de Link vendido a uma companhia aérea, a American Airlines. A RAF também recebeu seu primeiro Link neste ano. No começo da Segunda Guerra Mundial, muitas das maiores forças aéreas realizavam seu treinamento básico de instrumentos em Links ou derivados. Os pilotos alemães dos esquadrões de bombardeiros haviam tido 50 horas de vôo cego nos Treinadores de Link (Fig. 2.4).

Logo surgiu a necessidade de treinar um grande número de recrutas em muitas habilidades individuais e coletivas envolvidas na operação de cada tipo de aeronave militar, com o número desses tipos crescendo. A instrução básica de intrumentos era feita parcialmente nos Links, mas peculiaridades de certos tipos de aeronaves faziam do treinamento na cabine real uma atividade essencial. Utilizar uma montagem de uma fuzelagem real de um avião era uma solução. O Treinador de Hawarden, por exemplo, era feito da parte central da fuselagem de um Spitfire, o que possibilitava treinamento de procedimentos de um vôo operacional completo.

Os Links também foram desenvolvidos até o estágio em que a disposição e aparência dos instrumentos e o desempenho de aeronaves específicas eram duplicados.

Em 1939 a Inglaterra pediu que Link desenvolvesse um treinador que pudesse ser utilizado para melhorar as capacidades de navegação celestial de suas tripulações, que voavam sobre o Atlântico. Além disso era esperado que este simulador pudesse ser utilizado para melhorar a exatidão dos bombardeios durante missões noturnas sobre a Europa.

O primeiro Treinador de Navegação Celestial foi completado em 1941 e a RAF pediu sessenta desses, mas apenas um número limitado foi instalado. Nos Estados Unidos centenas deles foram instalados e operados.

Um desenvolvimento mais recente foi a “fuselagem instrucional”, consistia da fuselagem do tipo requerido montada dentro de um hangar. Ela podia ser usada para treinar tripulações para todas as ações que deveriam executar no avião em que estavam sendo treinados. Todos sistemas, hidráulico, elétrico e pneumático e seus instrumentos trabalhavam normalmente, deste modo todas as ações feitas pela tripulação eram realistas. Lançamento de bombas e abandono de aeronave com para-quédas também eram treinados: as bombas eram jogadas em caixas de areia embaixo da aeronave.

Um treinador desse tipo que obteve grande sucesso na RAF foi o Treinador de Silloth (Fig.2.5). Esse treinador foi desenvolvido para todos os membros da tripulação e era primariamente um treinador de familiarização de tipo para o aprendizado das ações e contorno de mal funcionamentos. Toda a computação era pneumática. A simulação foi desenvolvida empiricamente, mas quando bem ajustada, dava respostas realistas.

Fonte: TRABALHO DE TÉRMINO DE CURSO – GRADUAÇÃO DO ALUNO JACKSON PAUL MATSUURA DA TURMA DE 1995 DA DIVISÃO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA. TRABALHO No. CDU 629.7.016, – APLICAÇÃO DOS SIMULADORES DE VÔO NO DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE AERONAVES E PERIFÉRICOS – SOB A ORIENTAÇÃO DO PROF. Takashi Yoneyama, ITA/IEEE 1995.

Sobre Eng. Rafael Coronel Bueno Sampaio, PhD.

Projeto & Pesquisa de Sistemas Mecatrônicos e Robótica Móvel
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