A era dos simuladores de voo eletrônicos

O Treinador de Silloth demonstrou que as técnicas mecânicas e pneumáticas haviam atingido o final de sua utilidade, pelo menos para simulações detalhadas de aeronaves específicas. Métodos elétricos de computação analógica eram conhecidos mas foram necessárias a urgência e a troca de informações provocados pela Segunda Guerra Mundial para que o desenvolvimento dessa técnica ocorresse.

O computador analógico, ou analisador diferencial como era conhecido, possibilitou o cálculo das respostas de uma aeronave às forças aerodinâmicas, em oposição à duplicação empírica de seus efeitos.

Em 1936 Mueller, no MIT, descreveu um computador analógico eletrônico para simulação mais rápida que em tempo-real da dinâmica longitudinal de um aeroplano. Seu interesse estava no projeto de aeronaves e na solução das equações de movimento, mas ele chegou a mencionar a possibilidade de mudar a escala de tempo e incluir um homem na simulação.

Em 1941 um simulador eletrônico que resolvia equações de movimento de aeronaves foi projetado no Telecommunications Research Establishment (TRE) na Inglaterra, famoso por seu trabalho com radares. Este simulador foi desenvolvido para prover a unidade de vôo para o TRE aerial intercept (AI), um treinador de radares para interceptação aérea (Fig 2.6).

O método de computação dc era utilizado na simulação da aerodinânica simplificada de um avião de caça. Muitas dessa unidades foram utilizadas durante a guerra. Além de usar métodos de computação eletrônica avançados, os treinadores TRE AI são exemplos de treinadores de tripulação completa. Os quatro estágios de interceptação aérea podiam ser praticados: seguir um curso de interceptação dado por um operador em terra, aproximação utilizando o radar de bordo, contato visual e o momento do disparo.

Em 1943 os Laboratórios Bell completaram um simulador de vôo para o avião PBM-3 da marinha. Este dispositivo consistia da parte da frente de uma fuselagem e da cabine de um PBM, com controles completos, instrumentação e equipamento auxiliar, junto com um computador eletrônico que resolvia as equações de vôo.

Desenvolvimentos porteriores na simulação ac foram feitos e a tecnologia eletrônica migrou das válvulas para os transistores, possibilitando computadores analógicos menores e mais velozes.

Fonte: TRABALHO DE TÉRMINO DE CURSO – GRADUAÇÃO DO ALUNO JACKSON PAUL MATSUURA DA TURMA DE 1995 DA DIVISÃO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA. TRABALHO No. CDU 629.7.016, – APLICAÇÃO DOS SIMULADORES DE VÔO NO DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE AERONAVES E PERIFÉRICOS – SOB A ORIENTAÇÃO DO PROF. Takashi Yoneyama, ITA/IEEE 1995.

Sobre Eng. Rafael Coronel Bueno Sampaio, PhD.

Projeto & Pesquisa de Sistemas Mecatrônicos e Robótica Móvel
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